3º ciclo 2018

27 de Fevereiro de 2018

Ismael Vieira (CITCEM/U. Porto e CEIS20/UC)

Ciência médica, sociedade e tuberculose: como se lutou contra o inimigo público n.º 1 em Portugal?

Problema médico e problema social, a tuberculose foi no decurso dos séculos XIX e XX uma doença dominante e ubíqua na sociedade portuguesa. Não poupou pobres nem ricos, nem ilustres nem desconhecidos. Ligada aos problemas sociais como a pobreza, a falta de higiene, a falta de habitações e alimentação adequadas, a tuberculose foi também um quebra-cabeças para a ciência médica, que não conseguia debelar o problema. Como era representada a tuberculose em Portugal, como foi investigada e tratada pela comunidade médica, quais as respostas médicas, sociais e políticas a esta doença são algumas das questões a que este seminário pretende esclarecer.

13 de Março de 2018

João Monteiro (CIUHCT)

Médicos em rede: O Instituto de Medicina Tropical entre 1935 e 1966

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) funcionou entre 1935 e 1966, em pleno Estado Novo e num contexto de colonialismo. Nesta apresentação, irei abordar como os médicos do IMT se organizaram, que redes estabeleceram e de que modo contribuíram para a consolidação da Medicina Tropical em Portugal.

10 de Abril de 2018

Luís Damas Mora (Centro Hospitalar de Lisboa Central)

António Damas Mora (1879-1949) e a luta contra as doenças tropicais

24 de Abril de 2018 

Patrícia Moreno (ISCTE-IUL)

E depois do curso, o que fazer?

Uma reflexão sobre as escolhas profissionais dos jovens que terminavam o seu curso na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa no período de 1837 a 1889. Procurar-se-á a existência de possíveis ligações com a cidade de Lisboa, a importância de reformas estruturais empreendidas por diferentes governos liberais, sem descurar o desenvolvimento da ciência médica.

8 de Maio de 2018

Ana Catarina Necho (CH-FLUL/CEHR-UCP)

O paradigma da assistência mental: práticas e representações do primeiro hospital de alienados em Portugal

O desenvolvimento das ciências médicas entre os séculos XVIII e XIX permitiu à Europa vislumbrar uma nova concepção sobre a Loucura e encarar aquele que padece da mesma como um «doente». Foram vários os países da Europa que se revelaram profícuos nesta nova visão pelo tratamento adequado dos indivíduos que padeciam de alienação mental, bem como pela edificação de espaços adequados para o seu acolhimento, sobretudo para se possível conseguir com a devida terapêutica a reintegração do indivíduo na sociedade. Neste caminho em que psiquiatras e alienistas se tornaram fundamentais para o entendimento da Psiché do Homem, Portugal revelou que apesar da sua frágil conjuntura económica e social tinha uma notória necessidade de retirar «os loucos» que vagueavam nas ruas, estavam presos ou internados nas enfermarias dos Hospital de S. José sem condições de forma a poder auxiliá-los com novas terapias em edifícios próprios de acordo com a sua patologia. Foi em 1848 com a fundação do Hospital de Rilhafoles que se iniciou um processo que permitiu ao país adquirir melhores condições para acolher e tratar os alienados, bem como fez de Portugal um dos países vanguardistas numa nova dinâmica de assistência à saúde mental.

22 de Maio de 2018

Célia Pilão (Centro Hospitalar de Lisboa Central. EPE)

Lisboa, Colina de Sant´Ana: um «caso clínico» muito complexo e pouco estudado

A Colina de Sant´Ana tem um extenso e diversificado património cultural conventual e hospitalar. O Hospital Real de Todos-os-Santos começa a funcionar no início do século XVI e em 1775 abandona o Rossio e sobe a Colina até Santo Antão-o-Novo, rebatizado de S. José. A partir de meados do século XIX estende-se para Rilhafoles, Arroios, Desterro, Estefânia, S. Marta, Rego e Capuchos. Desde meados do século XX que muitos querem que abandone estes lugares. Um “caso clínico” complexo e pouco estudado.

Anúncios